sexta-feira, 2 de dezembro de 2016

Avó e policial: um dia na rotina da mulher do Batalhão de Choque

Batom no rosto e arma na cintura. Assim é a rotina da policial feminina. 

48 anos, mãe de dois filhos e avó de dois meninos. 38 anos e mãe de um bebê de 11 meses. Também mais de 40 anos e última decisão de Campeonato Brasileiro. Essas são algumas das mulheres do Batalhão de Choque. Em instantes, elas deixam a Valdirene e a Patrícia de lado e viram a Cabo Mendes ou a Cabo Corrêa e muitas outras policiais.

"Falam que sou muito tranquila em casa, mas viro outra pessoa quando visto a farda e faço coisas que muitas mulheres não fazem e acho isso bacana. Tenho que trocar tiro com o ladrão e voltar para casa e fazer um arroz e feijão", comenta a Cabo Sandra. Sem farda ela é Sandra Regina Manarim, aquela citada no título desta reportagem.
Aos 48 anos, ela já tem 19 só no Batalhão de Choque e fez no domingo (27) sua última partida decisiva de um Campeonato Brasileiro. Ela estava na tropa que fez a segurança no jogo Palmeiras x Chapecoense e acompanhamos o trabalho dela e de outras mulheres de farda. Faltam seis meses para se aposentar e, no ano que vem, ela estará nos estádios apenas como mais uma torcedora. 




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